TCU fortalece fiscalização com IA e registra 1,3 milhão de chats em plataforma de uso interno
ChatTCU soma 4,9 milhões de mensagens e 3.860 usuários, ampliando o acesso de auditores a informações institucionais
O Tribunal de Contas da União (TCU), instituição superior de controle externo do Brasil, está ampliando sua capacidade de fiscalização com o apoio de inteligência artificial e computação em nuvem. Com soluções da Microsoft, a instituição desenvolveu o ChatTCU para apoiar servidores e auditores no acesso a informações institucionais, resultando em mais de 1,3 milhão de chats e 4,9 milhões de mensagens, com 3.860 usuários distintos e um volume diário entre 10 mil e 30 mil mensagens até 17 de junho de 2026.
O TCU fiscaliza a aplicação de recursos públicos federais em diferentes órgãos, entidades, políticas e programas. Diante do grande volume de informações e de processos técnicos envolvidos nessa atuação, a instituição passou a incorporar recursos de nuvem e IA às atividades de controle, mantendo requisitos de proteção de dados, governança, transparência e responsabilidade humana.
Para sustentar essa evolução, o Tribunal estruturou uma base tecnológica apoiada em nuvem. Na arquitetura adotada, o acesso é restrito a usuários da instituição, as informações são protegidas por criptografia em repouso e em trânsito e um link dedicado conecta o TCU aos ambientes de nuvem sem passar pela internet pública. O Microsoft Azure compõe essa infraestrutura e amplia a disponibilidade de aplicações, serviços e recursos tecnológicos. “Hoje, com o uso da nuvem, essa tecnologia está disponível 24 horas por dia em todos os locais.”, afirma Rainério Rodrigues Leite, Secretário de Tecnologia da Informação e Evolução Digital do Tribunal de Contas da União.
ChatTCU aproxima auditores das bases institucionais
Um dos principais usos dessa infraestrutura é o ChatTCU, desenvolvido para permitir que servidores e auditores consultem, em linguagem natural, informações institucionais que não estão disponíveis para modelos públicos de inteligência artificial. A plataforma adota uma arquitetura multimodelo, orquestrando modelos de diferentes provedores, incluindo recursos de Azure OpenAI in Foundry Models, e conectando-os às fontes oficiais da instituição.
Para fundamentar as respostas, o ChatTCU combina o uso do contexto completo com técnicas de retrieval-augmented generation (RAG), recuperando trechos relevantes de deliberações, sistemas internos e bases de conhecimento do Tribunal. A plataforma também informa qual modelo foi utilizado e sinaliza quando uma resposta recorre à internet ou a conhecimento geral.
Com o ChatTCU, consultas que podiam depender de conhecimento em analytics, pesquisa em bases de dados e ferramentas especializadas passam a ser feitas em linguagem natural, dando mais velocidade ao acesso à informação e apoiando sua transformação em análise para a fiscalização. “Qualquer auditor que não tenha essa expertise tem condições de conversar com essas bases de dados e subsidiar todos os seus trabalhos de uma forma muito mais rápida e segura”, afirma Rainério Rodrigues Leite. Segundo o TCU, o ChatTCU foi o primeiro assistente oficial de inteligência artificial generativa desenvolvido por um órgão público no Brasil, marcando o avanço da instituição no uso de IA para fortalecer o controle público.
A inteligência artificial também apoia atividades por meio de agentes como Voto Recon, Acórdão de Relação, Rejeição de Embargos e Análise de Prestação de Contas, que podem gerar minutas e pareceres. Todos os conteúdos permanecem sujeitos à revisão e à decisão de um servidor, sem produção automatizada de atos finais.
IA também apoia desenvolvimento e segurança
O TCU migrou do GitLab para GitHub Enterprise, em uma primeira etapa de aproximadamente três meses, e posteriormente transferiu os pipelines para GitHub Actions, em cerca de cinco meses. As etapas foram acompanhadas por capacitações.
Nesse ambiente, GitHub Copilot passou a apoiar a codificação e o uso de agentes. Em pesquisa interna, 83,8% dos profissionais que utilizam inteligência artificial generativa para geração de código relataram ganhos percebidos de 31% ou mais relacionados ao tempo de desenvolvimento. O resultado considera o uso geral da tecnologia para essa finalidade.
O TCU iniciou, em 2026, a habilitação do GitHub Advanced Security, acompanhada por capacitação e ciclos de sensibilização. Após duas campanhas, a instituição eliminou as ocorrências identificadas de secrets, relacionadas à exposição de credenciais e outros dados sensíveis no código.
Tecnologia com foco no cidadão
Microsoft Azure contribui para a base tecnológica e a disponibilidade da operação, Azure OpenAI integra os recursos orquestrados pelo ChatTCU e a plataforma com IA do GitHub apoia a engenharia de software. A Microsoft apoiou ações de capacitação durante a implementação. “O cidadão é um elemento fundamental. Ele tem que ser o foco de todas as ações, de todos resultados que a organização busca”, afirma Wagner Miranda Costa, Secretário Adjunto de Tecnologia do Tribunal de Contas da União.
Com parte das iniciativas voltadas à relação com o cidadão ainda em desenvolvimento, o próximo passo do TCU é avançar na mensuração de seus efeitos sobre acesso, clareza e transparência, reduzindo a distância entre a linguagem técnica da administração pública e a forma como a sociedade compreende sua atuação.
Sobre a Microsoft
A Microsoft (Nasdaq “MSFT” @microsoft) cria plataformas e ferramentas alimentadas por Inteligência Artificial para fornecer soluções inovadoras que atendam às crescentes necessidades dos clientes. A empresa está empenhada em disponibilizar amplamente a IA e promover seu uso de forma responsável, com a missão de capacitar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais. No Brasil há mais de 37 anos, a Microsoft tem como objetivo promover a inovação e fortalecer a competitividade do País, apoiando o contínuo desenvolvimento do ecossistema digital.
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