IA generativa e Agentes passam a integrar a rotina de 59 gabinetes do TJDFT

IA generativa e Agentes passam a integrar a rotina de 59 gabinetes do TJDFT

Adoção da tecnologia passou a apoiar magistrados e servidores na automação de atividades administrativas de alto volume com redução de até 70% no tempo de produção de relatórios e ganhos de até 30% em produtividade.

A imagem mostra um homem negro, de meia-idade, sentado em um ambiente corporativo, possivelmente durante uma reunião. Ele veste um terno cinza com camisa clara e gravata escura, transmitindo uma aparência profissional. Sua expressão é atenta e engajada, como se estivesse ouvindo ou respondendo a alguém. O enquadramento destaca o homem em foco, enquanto outras pessoas aparecem desfocadas em primeiro plano, sugerindo um contexto de conversa em grupo ou discussão. O ambiente é iluminado de forma suave, com tons neutros, reforçando a atmosfera de escritório moderno e colaborativo.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) vem transformando a rotina de magistrados e servidores com o uso estratégico de Inteligência Artificial (IA). Ao adotar o Microsoft 365 Copilot e desenvolver agentes personalizados integrados aos seus fluxos de trabalho, o Tribunal conseguiu reduzir significativamente o tempo gasto em tarefas repetitivas, acelerar análises processuais e ampliar a produtividade em gabinetes judiciais, prezando pela segurança, governança e supervisão humana.

Uma das referências históricas em inovação tecnológica no Judiciário brasileiro, o TJDFT incorporou a IA como parte estruturante do seu Programa de Transformação Digital (PTD), criado em 10 junho de 2024 para responder ao crescimento contínuo do volume de processos. Somente neste ano, mais de 4 milhões de processos eletrônicos passaram pelo Tribunal, exigindo soluções capazes de apoiar equipes sobrecarregadas por atividades como leitura de autos extensos, elaboração de relatórios e redação de minutas de decisões.

Com o avanço da IA generativa, cresceu o interesse de magistrados e servidores por seu uso no dia a dia. Para avançar de forma estruturada, o TJDFT adotou soluções voltadas à proteção de dados judiciais sensíveis, à integração com os sistemas já utilizados e à aderência às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“A adoção da inteligência artificial faz parte de uma estratégia maior de transformação digital do tribunal, voltada à eficiência, à agilidade e ao uso responsável da tecnologia. Nosso objetivo é liberar magistrados e servidores para que possam concentrar seus esforços na atividade jurídica e na tomada de decisões, o que se traduz em benefícios diretos para o cidadão”, destaca Waldir Leôncio Lopes Júnior, presidente do TJDFT, idealizador da utilização de IA na Corte brasiliense.

Galeria de agentes: IA criada de acordo com a rotina do Tribunal

Um dos pilares dessa transformação é a Galeria de Agentes de IA Generativa do TJDFT, um repositório institucional com mais de 30 agentes desenvolvidos com o apoio do Copilot Studio. Essas soluções atuam de forma especializada em tarefas como geração automática de ementas, sumarização de autos, elaboração de relatórios processuais, checklists jurídicos e padronização de documentos conforme normas do CNJ, incluindo o uso de linguagem simples.

O diferencial do modelo está na cocriação: magistrados e servidores participaram ativamente do desenvolvimento dos agentes, a partir de oficinas práticas e programas de capacitação promovidos pelo Tribunal. Ao envolver diretamente quem vive o dia a dia dos gabinetes, o TJDFT garantiu que as soluções fossem realmente úteis, seguras e aderentes à realidade do trabalho jurídico.

Como resultado, alguns gabinetes registraram ganhos de até 30% em produtividade em atividades administrativas de alto volume, além de reduções expressivas no tempo de produção de relatórios e minutas.

“A transformação digital no Judiciário não depende apenas da tecnologia. Ela exige participação, capacitação e mudança cultural. Ao envolver magistrados e servidores na criação dos agentes de IA, conseguimos desenvolver soluções práticas e alinhadas às necessidades reais do trabalho cotidiano”, explica Luiz Fernando Sirotheau Serique Junior, secretário de Tecnologia da Informação do TJDFT.

Copilot no centro dos fluxos de trabalho

A integração do Microsoft 365 Copilot ao cotidiano do Tribunal ampliou ainda mais o impacto da IA. Em poucos meses, milhares de usuários passaram a utilizar a ferramenta de forma recorrente para diversas atividades. Em alguns gabinetes, o tempo dedicado à produção de relatórios processuais foi reduzido em até 70%, permitindo que as equipes direcionassem mais energia a atividades de maior complexidade jurídica.

Além de apoiar a criação e revisão de documentos, o Copilot também serviu como base para agentes voltados a áreas administrativas, como o iaTI, chatbot institucional que orienta usuários sobre procedimentos internos, sistemas e demandas de tecnologia, liberando o atendimento humano para casos mais complexos.

Stela: IA aplicada ao exame de admissibilidade recursal

Outro destaque da colaboração entre o TJDFT e a Microsoft é a Stela, solução desenvolvida para apoiar o exame de admissibilidade de recursos judiciais. Utilizando técnicas avançadas de machine learning, nuvem e análise de dados, a plataforma analisa critérios técnicos de admissibilidade e auxilia magistrados na decisão sobre o encaminhamento de processos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou no indeferimento do recurso.

A Stela atua como um verdadeiro copiloto jurídico, tornando as análises mais rápidas, consistentes e padronizadas, sem substituir a decisão humana. O objetivo é aumentar a eficiência do Judiciário e evitar ações protelatórias, garantindo maior celeridade na prestação da justiça.

Segurança, governança e uso responsável da IA

Por lidar com informações sensíveis e processos sigilosos, todo o projeto foi estruturado sobre bases sólidas de segurança da informação e governança. As soluções de IA operam em ambiente institucional controlado, com controle de acesso, auditoria e revisão humana obrigatória. A tecnologia atua como assistente, nunca como decisora.

As soluções utilizam a infraestrutura e as práticas de IA responsável da Microsoft, preservando a soberania dos dados do Tribunal e alinhando-se às diretrizes nacionais e internacionais para uso ético da inteligência artificial.

“A experiência do TJDFT demonstra como a inteligência artificial pode gerar impacto real no setor público quando aplicada com responsabilidade e integrada aos fluxos de trabalho existentes. Ao utilizar soluções seguras e governadas, o Tribunal mostra que é possível inovar sem abrir mão da confiança, da privacidade e da centralidade humana”, diz Bruno Pavan, diretor Nacional de Setor Público na Microsoft Brasil.

Com os resultados alcançados, o TJDFT consolidou-se como uma das referências nacionais em inteligência artificial no Judiciário, liderando rankings do CNJ e despertando o interesse de outros tribunais em replicar seu modelo de adoção segura e colaborativa da IA.

Mais do que implantar tecnologia, o Tribunal construiu um ecossistema de inovação baseado em pessoas, processos e ferramentas integradas, preparando o Judiciário para os desafios de uma sociedade cada vez mais digital, sem perder de vista seu compromisso com a justiça, a transparência e o cidadão.

Sobre a Microsoft

A Microsoft (Nasdaq “MSFT” @microsoft) cria plataformas e ferramentas alimentadas por Inteligência Artificial para fornecer soluções inovadoras que atendam às crescentes necessidades dos clientes. A empresa está empenhada em disponibilizar amplamente a IA e promover seu uso de forma responsável, com a missão de capacitar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais. No Brasil há mais de 37 anos, a Microsoft tem como objetivo promover a inovação e fortalecer a competitividade do País, apoiando o contínuo desenvolvimento do ecossistema digital.

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