Tags:
88% dos executivos brasileiros acreditam que a IA será principal motor de competitividade até 2030, aponta estudo da IDC
Pesquisa comissionada pela Microsoft Brasil indica que grandes empresas do país estão observando ganhos médios de 24,5% associados às iniciativas de IA e que mais da metade (51%) pretende escalar a tecnologia nos próximos dois anos
São Paulo, 08 de junho de 2026 – A Inteligência Artificial deixou de ser uma aposta tecnológica para se consolidar como uma infraestrutura crítica de competitividade para as empresas brasileiras. É o que revela a pesquisa “Impacto nos Negócios pela Adoção de IA no Brasil”, conduzida pela IDC e comissionada pela Microsoft, com 73 C-levels de empresas do país com mais de mil funcionários. Segundo o levantamento, 88% das organizações consultadas acreditam que a IA será o principal motor de competitividade até 2030 e 90% apontam que a tecnologia se tornará um diferencial-chave em seus respectivos setores.
O estudo indica que o mercado brasileiro está entrando em uma fase de amadurecimento na adoção da IA, com experimentação dando lugar à adoção em escala. Enquanto 41% das empresas aplicam a tecnologia em casos de uso limitados, 23% dos entrevistados já escalaram a IA para produção em diversas áreas e nos próximos 24 meses, esse percentual deve mais que dobrar, chegando a 51% das organizações.
“O mercado brasileiro está evoluindo rapidamente da experimentação à implementação em escala. Hoje, seis a cada dez executivos (58%) já consideram a IA generativa e agentes como as tecnologias mais estratégicas para viabilizar prioridades dos negócios nos próximos dois anos. Como resultado, observamos um movimento acelerado de integração entre tecnologia, áreas de negócios e liderança executiva para transformar ganhos pontuais em vantagem competitiva sustentável”, afirma Eduardo Campos, vice-presidente da área de Soluções Tecnológicas da Microsoft Brasil.
Os resultados da adoção da IA já são mensuráveis. Segundo a pesquisa, as empresas reportam ganhos médios de 24,5% associados às iniciativas de IA, com destaque para satisfação do cliente (28,2%), eficiência de processos (27,7%), redução de riscos (26,9%) e aceleração de lançamentos no mercado (25,2%). Além disso, 24% dos executivos entrevistados afirmam que a IA está aumentando a produtividade dos funcionários e 19,7% apontam crescimento de receitas impulsionado pela tecnologia.
O avanço e os resultados com a IA já influenciam os investimentos corporativos. Atualmente, 28% do orçamento para investimentos das empresas está associado a iniciativas relacionadas à IA, e a expectativa é que essa participação chegue a 45% até 2028. Para mais da metade dos entrevistados (52%), as empresas que não adotarem IA em larga escala perderão competitividade em seus mercados.
Agentes de IA são a próxima fronteira de inovação
Os agentes de IA, capazes de realizar tarefas específicas sob comando ou autonomamente, aparecem como uma das próximas fronteiras dessa transformação. Atualmente, 56% das organizações já utilizam agentes em experimentação ou produção, principalmente em atendimento ao cliente, marketing e cibersegurança. Até 2028, a adoção deve chegar a quase sete a cada dez organizações (69%), consolidando o surgimento das chamadas Frontier Firms: empresas construídas sobre uma camada de IA acessível a todos os times, em que profissionais atuam lado a lado de agentes e assumem o papel de chefe de agentes.
O estudo demonstra que o amadurecimento na adoção da IA e agentes nas empresas também passa por uma maior compreensão e preocupação com a adoção responsável da tecnologia. Entre as empresas entrevistadas, 96% afirmam ter aumentado investimentos em segurança, especialmente em automação de segurança, proteção de dados e segurança de nuvem e infraestrutura.
“As empresas no Brasil já compreenderam que o potencial competitivo da IA só será alcançado mediante a adoção responsável e segura. Por isso, notamos um movimento de incentivo à adoção de soluções corporativas e que não usem informações estratégicas de negócios para treinamento da IA. Da mesma forma, líderes de segurança cibernética estão implementando ferramentas de controle, identidade e observabilidade para garantir a atuação de agentes de IA dentro das normas de segurança internas e em conformidade com a legislação”, comenta Eduardo Campos.
“O mercado brasileiro já avançou além da fase inicial de adoção de inteligência artificial e entra agora em um novo ciclo, em que o foco das organizações está em escalar iniciativas com impacto concreto no negócio. Nesse contexto, ganha destaque a necessidade de integrar governança, segurança e ética em uma abordagem única de IA responsável, ao mesmo tempo em que a capacitação da força de trabalho se consolida como um fator decisivo para capturar valor. A evolução dos agentes de IA reforça esse movimento, enquanto a confiança das empresas tende a crescer à medida que resultados reais e casos comprovados passam a orientar as decisões de investimento”, afirma Luciano Ramos, Country Manager da IDC Brasil.
Fator humano será decisivo
A pesquisa evidencia a importância do treinamento e preparação da força de trabalho para uma economia impulsionada pela IA. Atualmente, 30% dos executivos entrevistados relatam a escassez de talentos como uma das principais barreiras para a adoção de IA. Para contornar isso, 86% deles estão investindo em capacitação para as áreas de tecnologia da informação (TI) e 71% para as áreas de negócios.
A inteligência artificial desponta como um diferencial na atração de novos talentos, com 43% dos executivos relatando dificuldade de contratação e retenção como consequência do atraso na adoção da tecnologia. Cerca de 70% das empresas afirmam estar revisando responsabilidades internas a partir dos ganhos de produtividade trazidos pela IA, enquanto 63% já criaram novas funções dedicadas à tecnologia.
Os resultados evidenciam que a IA generativa entrou na pauta da liderança em busca de maior competitividade e inovação. A expectativa dos executivos entrevistados é que a tecnologia continuará adicionando ao crescimento das empresas brasileiras em 2026, superando o crescimento médio de receita de 19,7% alcançado até aqui – 56% deles acreditam que haverá um incremento significativo dos ganhos nos próximos dois anos. Além disso, a IA está se mostrando decisiva para a satisfação dos funcionários, que podem delegar tarefas repetitivas e operacionais para se concentrar em atividades de maior peso cognitivo – mais estratégicas, criativas e que valorizem a expertise de cada colaborador.
Sobre a pesquisa
A pesquisa “Impacto nos Negócios pela Adoção de IA no Brasil” foi comissionada pela Microsoft Brasil à IDC. O estudo entrevistou executivos de TI e de negócio – C-Levels – de 73 empresas brasileiras com mais de mil funcionários, de diferentes setores da economia, entre março e abril de 2026. Foram avaliados maturidade, resultados, investimentos, riscos e perspectivas relacionadas à adoção de inteligência artificial no país.
Sobre a Microsoft
A Microsoft (Nasdaq “MSFT” @microsoft) cria plataformas e ferramentas alimentadas por Inteligência Artificial para fornecer soluções inovadoras que atendam às crescentes necessidades dos clientes. A empresa está empenhada em disponibilizar amplamente a IA e promover seu uso de forma responsável, com a missão de capacitar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais. No Brasil há mais de 37 anos, a Microsoft tem como objetivo promover a inovação e fortalecer a competitividade do País, apoiando o contínuo desenvolvimento do ecossistema digital.
The post 88% dos executivos brasileiros acreditam que a IA será principal motor de competitividade até 2030, aponta estudo da IDC appeared first on Source LATAM.






